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Postado em April 10, 2018



Moçambique continua a registar altos indices de desnutricão

Moçambique continua a registar altos indices de desnutricão

Nesta quarta-feira (04), durante um encontro de coordenação envolvendo os responsáveis pela área de saúde e nutrição do
Ministério da Saúde (MISAU), do Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutricional (SETSAN), doadores, parceiros
de cooperação e organizações não governamentais a Diretora Nacional Adjunta da Saúde constatou que essa meta do
Governo é inalcançável, “(...) nós estamos há 2 anos de 2020 e só reduzimos 1 por cento, de 44 para 43 por cento. Temos
ainda muito trabalho, devemos sentar e analisar aonde é que estamos a falhar para não conseguirmos avançar com
maior celeridade”.
Moçambique está a perder a luta contra a desnutrição crónica, dos 44 por cento de
moçambicanos afectados pela doença em 2008 apenas um por cento saiu dessa situação revelou a Directora Nacional
Adjunta da Saúde, Maria Benigna Matsinhe, que esta semana reconheceu que “Muito se faz mas também pouco se faz” em
relação a esta doença que retarda o crescimento das crianças, deixa-as vulneráveis a contrair doenças infecciosas e
degenerativas, causa fraco desempenho intelectual e “pode conduzir a perdas de produtividade de cerca de 2 a 3 por cento
do Produto Interno Bruto”. Para o Representante Adjunto do UNICEF, Michel Le Pechoux, um dos problemas é que as
autoridades de saúde e parceiros envolvidos passam “demasiado tempo no nível central no desenho e não na
implementação e aprendizagem nas nossas comunidades”.
Ao contrário do senso comum que dá ideia que a desnutrição crónica deriva da falta de comida hoje sabe-se que a doença é
originada pela falta de ingestão dos nutrientes que o organismo necessita mas também pelo deficiente acesso a água
potável, ao saneamento do meio e a serviços de saúde contínuos.

Fonte; Jornal averdade