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Postado em April 10, 2018



A Produção de alimentos está a aumentar na província de Maputo

A Produção de alimentos está a aumentar na província de Maputo, com a introdução de novas técnicas de trabalho agrícola e acompanhamento dos produtores, sobretudo do sector familiar, pelos extensionistas.
Assim, a agricultura de subsistência está a dar lugar ao agro-negócio, o que contribui para a melhoria da qualidade de vida dos produtores e da população das regiões onde esta actividade é praticada.
E Maputo vai resgatando o estatuto de produtor de comida que havia perdido devido á seca severa que nos últimos anos assolou toda a região sul do país. Nos distritos da Matola, Boane, Moamba, Namaacha, Manhiça e Magude, há exemplos de produtores que começam a assumir a actividade agrária como um negócio, não apenas para sustento familiar.
Ernesto Manhiça, presidente da Associação Agri-Verdes no distrito da Matola, falou aos órgãos de informação que está comprometida com a produção de alimentos para abastecer os principais centros comerciais das cidades de Maputo e Matola. Indicou que um dos principais constrangimentos é a perda, ciclicamente, de culturas devido ás inundações, uma vez que a vala de Mulauzi está assoreada e não escoa as águas para o mar.
Desde o início da época chuvosa, segundo o interlocutor, as 16 associações que representa perderam cerca de 250 mil hectares de culturas diversas, com destaque para o repolho, beterraba, couve, cebola e tomate.
No entender de Ernesto Manhiça, para mitigar as inundações, é preciso fazer limpeza da vala de Mulauzi, trabalho que está dependendo da falta de fundos.
Conta que a outra preocupação dos associados está relacionada com a falta de títulos de Direito de Uso e aproveitamento de Terra (DUAT) dos espaços em que desenvolvem as suas actividades.
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Publicado no Jornal Notícias, Quarta-Feira, 21 de Março de 2018