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Postado em May 21, 2018



O Programa vai beneficiar 570.000 crianças menores de dois anos

A União Europeia, financia um programa de acção, num total de vinte e dois milhões e duzentos mil Euros (€ 29.000.000), para contribuir a ampliação dos Serviços de Nutrição e de ASH (Água, Saneamento e Higiene), com ênfase na “janela dos primeiros 1.000 dias”, desde a concepção até aos dois anos de idade da criança.
As intervenções e os resultados planificados estão alinhados, a nível nacional, com o Plano Quinquenal do Governo (PQG) de Moçambique, o Plano de Acção Multissectorial para a Redução da Desnutrição Crónica em Moçambique (PAMRDC), o Programa Nacional de Água e Saneamento Rural (PRONASAR), a Estratégia de Segurança Alimentar e Nutrição (ESAN-II) para 2008-2015, o Plano Estratégico do Sector de Saúde (PESS), a Estratégia de Promoção da Saúde (2015-2019), a Estratégia de Comunicação para a Mudança Social e de Comportamento para a Prevenção da Desnutrição (2015-2019) e os planos anuais (PES).
A desnutrição crónica (baixa estatura para a idade), de acordo com provas globais e nacionais, mina o desenvolvimento económico de Moçambique. Um recente Estudo sobre o Custo da Fome (Cost of Hunger study) mostrou que aproximadamente 62 mil milhões de meticais (US $ 1,7 mil milhões) foram perdidos em 2015 como resultado de desnutrição infantil. Isto está impedindo o potencial das crianças para desenvolver seu pleno potencial e mais tarde na vida custar-lhes-á e ao país uma maior perda de produtividade.
Moçambique tem registado progressos com o crescimento económico e a redução da mortalidade de crianças menores de cinco anos, porém as taxas de desnutrição crónica (baixa altura para a idade) continuam a ser altas. A desnutrição crónica, de acordo com a evidência global e nacional, restringe o desenvolvimento económico de Moçambique, prejudicando o seu potencial humano e limitando uma maior produtividade.
Fonte:Unicef- Claudio Fauvrelle