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Postado em June 14, 2018



MASA avalia como boa a 1ª época da campanha agrária 2017/18

O Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar (MASA) avalia como “boa” a 1ª época campanha agrária 2017/18 esperando uma produção de 3,1 milhões de cereais, 800 mil toneladas de leguminosas dentre as principais culturas alimentares e de rendimento. No entanto a escassez de chuva no Sul e em algumas Regiões do Centro, aliada às pragas, afectaram 5,2 por cento da área semeada e deixaram em insegurança alimentar aguda e a precisar de assistência humanitária imediata cerca de 500 mil moçambicanos em 19 distritos das províncias de Tete, Gaza e Inhambane. Paradoxalmente o Governo de Filipe Nyusi só disponibilizou 22 milhões de meticais dos 291 milhões previstos para acção de emergência na agricultura.
Entretanto Dino Boene, do Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutricional (SETSAN), revelou que a avaliação preliminar feita pela instituição constatou que: “A escassez de chuva e pragas afectaram a disponibilidade dos alimentos, o acesso e a utilização dos alimentos”.A província de Tete, que há mais de uma década recebe biliões de dólares de Investimento Directo Estrangeiro é de acordo com o SETSAN aquela que tem a pior taxa de qualidade da dieta adequada em Moçambique, 33 por cento dos “tetenses” vivem em insegurança alimentar crónica e mais de 50 por cento vivem em desnutrição crónica permanente.
O SETSAN constatou ainda que: “Apenas 38 por cento da população estava a usar a agricultura como principal fonte de rendimento, o que é preocupante. O mesmo acontece em Gaza onde praticamente metade dos agregados familiares não estavam a recorrer a produção agrícola como fonte de rendimento, tendo em conta as falhas na agricultura”.
Boene disse que a avaliação do SETSAN concluiu que “dos cerca de 28 milhões de moçambicanos 2 por cento estão em situação de insegurança alimentar, estamos a dizer que neste momento temos cerca de 500 mil pessoas em insegurança alimentar aguda a precisar de assistência humanitária imediata em 19 distritos” das províncias de Tete, Gaza, Sofala.

Fonte: Publicado pelo Jornal averdade,14/06/18