Autor: nutrirmoz

Reunião de preparação do mecanismo de participação da Sociedade Civil, Sector Privado e Academia no CONSAN

No âmbito da preparação dos mecanismos de participação dos actores sociais (Academia, Sociedade Civil, e Sector Privado), no Conselho Nacional de Segurança alimentar e Nutricional, o SETSAN recebeu semana passada (13 de Março de 2018) uma delegação Brasileira , que contempla representantes do Ministério do Desenvolvimento Social- MDS e académicos), para, entre outros assuntos, partilhar a experiencia brasileira de construção do Sistema Nacional de Segurança alimentar e nutricional (SISAN).
A ROSA, atraves dos seus membros,esteve bem representada no encontro.

O PERIGO DAS SEMENTES GENETICAMENTE MODIFICADAS

Agrónomo guineense alerta para sementes geneticamente modificadas
O engenheiro agrónomo guineense, Tumane Mané, alertou para os riscos de o país perder a sua soberania alimentar se introduzir sementes geneticamente modificadas na produção do arroz, base da dieta alimentar da Guiné-Bissau.
Agrónomo formado em Portugal, Mané, que preside a organização não-governamental Acção para o Desenvolvimento, uma das mais actuantes no enquadramento da população rural guineense, considera que “quem tem a semente é realmente quem tem a soberania do alimento”.
A AD, que é uma rede de organizações comunitárias guineenses, tem debatido a questão no âmbito dos fóruns de países de língua portuguesa que se interessam pela soberania e segurança alimentar.
Tumane Mané disse que os receios “são fundados” já que ainda não existem estudos conclusivos sobre as consequências, no ser humano e no ambiente, devido ao consumo de alimentos feitos a partir de sementes geneticamente modificados.
Mané comentava a possibilidade de a China cooperar com a Guiné-Bissau na Agricultura, nomeadamente na produção do arroz, alertando para o facto de o país asiático estar a usar a chamada variedade híbrida cujas consequências, disse, são preocupantes.
O agrónomo guineense enumerou um conjunto de consequências já conhecidas derivadas de alimentos produzidos com sementes geneticamente, modificadas para os quais, observou, o mundo e “muito menos” a Guiné-Bissau não se encontram preparados para enfrentar.
“Por exemplo, o surgimento de superpragas nas culturas, contaminação da biodiversidade, nomeadamente do peixe que acabamos por comer, surgimento de novos vírus, poluição do lençol freático da água que bebemos, porque essas sementes requerem muito químico para se desenvolverem”, alertou Tumane Mané.
No caso concreto do arroz híbrido chinês, Mané é peremptório em afirmar que a Guiné-Bissau “não está preparada” para a sua introdução na produção.
“Devíamos aceitar essa variedade só quanto tivermos a certeza de que a legislação, o controlo, o impacto reduzido na dimensão ambiental, social e tivermos a certeza de que, do ponto de vista, da saúde humana, não haverá nenhum risco”, defendeu Tumane Mané. (RM-NM)


Fonte. Rádio Moçambique

Agrónomo guineense alerta para sementes geneticamente modificadas
O engenheiro agrónomo guineense, Tumane Mané, alertou para os riscos de o país perder a sua soberania alimentar se introduzir sementes geneticamente modificadas na produção do arroz, base da dieta alimentar da Guiné-Bissau.
Agrónomo formado em Portugal, Mané, que preside a organização não-governamental Acção para o Desenvolvimento, uma das mais actuantes no enquadramento da população rural guineense, considera que “quem tem a semente é realmente quem tem a soberania do alimento”.
A AD, que é uma rede de organizações comunitárias guineenses, tem debatido a questão no âmbito dos fóruns de países de língua portuguesa que se interessam pela soberania e segurança alimentar.
Tumane Mané disse que os receios “são fundados” já que ainda não existem estudos conclusivos sobre as consequências, no ser humano e no ambiente, devido ao consumo de alimentos feitos a partir de sementes geneticamente modificados.
Mané comentava a possibilidade de a China cooperar com a Guiné-Bissau na Agricultura, nomeadamente na produção do arroz, alertando para o facto de o país asiático estar a usar a chamada variedade híbrida cujas consequências, disse, são preocupantes.
O agrónomo guineense enumerou um conjunto de consequências já conhecidas derivadas de alimentos produzidos com sementes geneticamente, modificadas para os quais, observou, o mundo e “muito menos” a Guiné-Bissau não se encontram preparados para enfrentar.
“Por exemplo, o surgimento de superpragas nas culturas, contaminação da biodiversidade, nomeadamente do peixe que acabamos por comer, surgimento de novos vírus, poluição do lençol freático da água que bebemos, porque essas sementes requerem muito químico para se desenvolverem”, alertou Tumane Mané.
No caso concreto do arroz híbrido chinês, Mané é peremptório em afirmar que a Guiné-Bissau “não está preparada” para a sua introdução na produção.
“Devíamos aceitar essa variedade só quanto tivermos a certeza de que a legislação, o controlo, o impacto reduzido na dimensão ambiental, social e tivermos a certeza de que, do ponto de vista, da saúde humana, não haverá nenhum risco”, defendeu Tumane Mané. (RM-NM)

Fonte. Rádio Moçambique

FAO e Portugal aprofundam a colaboração para fortalecer o apoio à CPLP

Roma – No passado dia 4 de dezembro, o Diretor-Geral da FAO, José Graziano da Silva, e o Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural de Portugal, Luís Capoulas Santos, assinaram um acordo visando impulsionar a implementação da Estratégia de Segurança Alimentar e Nutricional da CPLP.
Com o novo acordo, a FAO modifica o estatuto do seu escritório de informação e comunicação em Portugal e junto da CPLP para um escritório de parceria e contato, com o objetivo de promover e criar relacionamentos mais fortes entre a organização, Portugal e os principais países parceiros da CPLP. A FAO fornecerá capacitação para os técnicos da área de segurança alimentar e nutricional dos países de língua portuguesa, apoiará a melhoria da governança e impulsionará o desenvolvimento de políticas públicas de agricultura familiar, nutrição e dietas sustentáveis, com foco nos grupos mais vulneráveis.
“Portugal está empenhado em aprofundar a sua colaboração com a FAO, fortalecendo as capacidades do futuro escritório e convidando outros Estados Membros da FAO e das agências das Nações Unidas com sede em Roma a unirem-se a esse esforço”, disse o Ministro Capoulas.
A FAO tem trabalhado com a CPLP em inúmeros projetos e programas desde 1999. Entre outros, os recursos utilizados pela FAO nos países da CPLP têm sido importantes para providenciar crédito e outros recursos a milhares de agricultores familiares em Moçambique; para combater os efeitos da seca em Cabo Verde; para aumentar a resiliência das comunidades que dependem da pesca em São Tomé e Príncipe; para impulsionar a produção de arroz na Guiné-Bissau; e também para promover a governança multi-setorial e multi-atores na região através do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional da CPLP (CONSAN-CPLP).
“Tal como em muitos outros países da CPLP, o bem-estar dos agricultores familiares é fundamental para a coesão social, o desenvolvimento rural, a luta contra a desertificação, a conservação da paisagem e a preservação dos ecossistemas”, defendeu o Diretor-Geral da FAO. Ele incentivou ainda os países da CPLP a manterem a luta contra a fome e a má nutrição nas agendas políticas nacionais e a redobrar os seus esforços na promoção de uma maior adaptação dos setores agrícolas ao impacto das alterações climáticas, que afetam particularmente os agricultores familiares.
A comunidade dos países de língua portuguesa é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Guiné Equatorial e Timor-Leste, com uma população combinada de mais de 275 milhões de pessoas.
Fonte. FAO Portugal