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Desnutrição cronica no país

Desnutrição é um estado patológico causado pela falta de ingestão ou absorção de nutrientes. Dependendo da gravidade, a doença pode ser dividida em primeiro, segundo e terceiro grau. Existem casos muito graves, cujas consequências podem chegar a ser irreversíveis, mesmo que a pessoa continue com vida. Entretanto, ela pode ser leve e traduzir-se, sem qualquer registro de sintomas, numa dieta inadequada.

Falta de acesso a alimentos com alto valor nutritivo é uma causa comum de desnutrição. Hábitos alimentares pobres, tais como amamentação inadequada, ingestão de alimentos pouco nutritivos e a falta de instrução sobre o valor nutricional dos alimentos contribuem para a desnutrição.

A desnutrição pode ser primária ou secundária, dependendo do que causou o problema. Entre as causas primárias estão comer pouco ou comer “mal”. Ou seja, ter uma alimentação em quantidade ou qualidade insuficiente em calorias e nutrientes.

Entre as causas secundárias encontramos a ingestão insuficiente de alimentos por factores externos, que podem causar  um gasto energético maior do corpo, ou impedindo a pessoa de absorver os nutrientes e se alimentar correctamente, Alguns exemplos são presença de vermes, alergias, anorexia, câncer  ou intolerância alimentar, digestão e absorção deficiente de nutrientes.

A desnutrição é um problema de base para os países em processo de desenvolvimento, no contexto africano, apesar de se registar um progresso significativo, na maioria dos países, no que se refere ao reforço do quadro político e institucional com vista à redução da desnutrição, verificam-se ainda enormes desafios para a erradicação deste flagelo.

O sucesso económico das nações depende, na sua maioria, de ter uma população educada, capacitada e saudável. E que existe uma correlação entre nutrição e produtividade, crescimento económico e estabilidade

As crianças constituem o grupo mais afectado pela desnutrição e estima-se que a fome e desnutrição matam uma criança inocente a cada cinco segundos, sendo esta a causa responsáveis por 11% do ónus mundial de mortalidade. Toda via, a criança malnutrida apresenta também menores probabilidades de um bom aproveitamento escolar e é mais susceptível de contrair infecções e de sofrer de doenças crónicas na idade adulta, investir em nutrição significa investir nas gerações futuras, na prosperidade e sustentabilidade a longo prazo.

Para reduzir o problema da desnutrição no pais ou seja nas nossas comunidades e necessário que se possam realizar palestras de com a finalidade de ensinar as mulheres das nossas comunidades como absorver maior número dos nutrientes nos alimentos, e que também o governo poesse intecifiar com a campanha de fortificação em produtos como por exemplo bem, óleo, açúcar e sal durante o seu fabrico parque estes constituem alimento de primeira necessidade, e que quase nunca faltam nas nossas comunidades.


Em Moçambique, cerca de 45% das mortes de crianças menores de cinco anos estão associadas à malnutrição. Segundo o estudo “O custo da fome em África” (2017), o país perde mais de 10,9%). Nos últimos 10 anos, Moçambique deu passos significativos ao reduzir a prevalência da população sujeita a insegurança alimentar de 50% para 24%, contudo, tem vindo a somar perdas avultadas na economia, conforme revela a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação.

O futuro das crianças do sul do pais vê-se ameaçado devido a desnutrição cronica.

No sul do pais uma em cada duas crianças com menos de cinco anos sofre de perturbações mentais devido à falta de comida. A desnutrição crónica afecta cerca de 35% da população na província de Inhambane, de acordo com o último censo sobre nutrição

Segundo Ricardo Nhauongue secretário permanente da Província, uma em cada duas crianças menores de cinco anos não consegue atingir o seu potencial de crescimento físico, mental e cognitivo. É por isso que os nossos jovens quando atingem idades para o cumprimento do serviço militar muita das vezes não aguentam porque o problema começa na fase infantil.

FAO preocupada com desnutrição crónica em Moçambique

Ministério da Agricultura destaca que produção de leguminosas e de cereais aumentou no país; mas problema da desnutrição afecta mais de 40% das crianças menores de cinco anos de idade.

 Segundo Ouri Pota, da Rádio ONU em Maputo diz que Moçambique conseguiu alcançar o primeiro objectivo de Desenvolvimento do Milénio, porque reduziu para a metade o número de pessoas que passam fome no pais. E ainda segundo dados do Ministério da Agricultura, a produção de leguminosas no país aumentou em 36%. O que significa que os agricultores do país também conseguiram aumentar a produção de cereais em quase 14% e de raízes e tubérculos em 7,6%. Mas apesar desses resultados, prevalecem desafios do combate à fome.

Na sua opinião o representante da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação em Moçambique, Castro Camarada que falou à Rádio ONU desse que os indicadores de nutrição esta ligada com a proporção daqueles que não têm alimentos suficientes ou considerável, também em especialmente em crianças abaixo dos cinco anos, porque ainda tem indicadores bastante elevados.

Transformação constitui um sector chave, digamos com um crescimento económico realmente alargado. Pode ter um impacto muito grande no emprego, inclusive dos jovens e da população, especialmente no  meio rural e pode ser um motor de transformação económico e social, apoiando um sector agro-industrial e contribuindo de uma forma mais significativa para o Produto Interno Bruto de Moçambique.”

Segurança Alimentar e Nutricional e Soberania Alimentar

A Segurança Alimentar e Nutricional, enquanto estratégia ou conjunto de acções, deve ser intersectorial e participativa, e consiste na realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras da saúde, que respeitem a diversidade cultural e que sejam ambiental, cultural, económica e socialmente sustentáveis.

O modelo de produção e consumo de alimentos é fundamental para garantia de segurança alimentar e nutricional, pois, para além da fome, há insegurança alimentar e nutricional sempre que se produz alimentos sem respeito ao meio ambiente, com uso de agro-tóxicos que afectam a saúde de trabalhadores/as e consumidores/as, sem respeito ao princípio da precaução, ou, ainda, quando há acções, incluindo publicidade, que conduzem ao consumo de alimentos que fazem mal a saúde ou que induzem ao distanciamento de hábitos tradicionais de alimentação.

A soberania alimentar é um princípio crucial para a garantia de segurança alimentar e nutricional e diz respeito ao direito que tem os povos de definirem as políticas, com autonomia sobre o que produzir, para quem produzir e em que condições produzir. Soberania alimentar significa garantir a soberania dos agricultores e agricultoras, extractivistas, pescadores e pescadoras, entre outros grupos, sobre sua cultura e sobre os bens da natureza.

A fome e a subnutrição são inimigas do desenvolvimento humano e podem causar instabilidade e conflitos, reflectindo-se não só na qualidade de vida das pessoas mas também nas perspectivas de desenvolvimento das sociedades e no potencial de crescimento dos seus países.

 Ter acesso a alimentos a preços comportáveis, que promovam a saúde e a boa nutrição, para uma população mundial em crescimento, permanece um grande desafio internacional. Neste âmbito, contudo, a contradição parece evidente: estamos no mundo onde 1 em cada 8 pessoas passam fome, mas onde cerca de 1/3 dos alimentos são desperdiçados

 Segundo a declaração universal dos direitos do homem (1948), artº 25: Toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda quanto aos serviços sociais necessários, e tem direito à segurança no desemprego, na doença, na invalidez, na viuvez, na velhice ou noutros casos de perda de meios de subsistência por circunstâncias independentes da sua vontade.

A melhoria da segurança alimentar e nutricional assim como da renda familiar no meio rural moçambicano, onde a agricultura é a principal actividade socioeconómica, irá depender largamente da existência de capacidade local para desenhar e operacionalizar unidades de produção familiar climática (CSA) e nutricionalmente (NSA) inteligentes.

 No actual contexto das mudanças climáticas, a FDC acredita que intervenções integradas e viradas para melhoria da adaptabilidade do pequeno agricultor familiar são necessárias, com especial destaque para a nutrição.

Reunião de preparação do mecanismo de participação da Sociedade Civil, Sector Privado e Academia no CONSAN

No âmbito da preparação dos mecanismos de participação dos actores sociais (Academia, Sociedade Civil, e Sector Privado), no Conselho Nacional de Segurança alimentar e Nutricional, o SETSAN recebeu semana passada (13 de Março de 2018) uma delegação Brasileira , que contempla representantes do Ministério do Desenvolvimento Social- MDS e académicos), para, entre outros assuntos, partilhar a experiencia brasileira de construção do Sistema Nacional de Segurança alimentar e nutricional (SISAN).
A ROSA, atraves dos seus membros,esteve bem representada no encontro.

O PERIGO DAS SEMENTES GENETICAMENTE MODIFICADAS

Agrónomo guineense alerta para sementes geneticamente modificadas
O engenheiro agrónomo guineense, Tumane Mané, alertou para os riscos de o país perder a sua soberania alimentar se introduzir sementes geneticamente modificadas na produção do arroz, base da dieta alimentar da Guiné-Bissau.
Agrónomo formado em Portugal, Mané, que preside a organização não-governamental Acção para o Desenvolvimento, uma das mais actuantes no enquadramento da população rural guineense, considera que “quem tem a semente é realmente quem tem a soberania do alimento”.
A AD, que é uma rede de organizações comunitárias guineenses, tem debatido a questão no âmbito dos fóruns de países de língua portuguesa que se interessam pela soberania e segurança alimentar.
Tumane Mané disse que os receios “são fundados” já que ainda não existem estudos conclusivos sobre as consequências, no ser humano e no ambiente, devido ao consumo de alimentos feitos a partir de sementes geneticamente modificados.
Mané comentava a possibilidade de a China cooperar com a Guiné-Bissau na Agricultura, nomeadamente na produção do arroz, alertando para o facto de o país asiático estar a usar a chamada variedade híbrida cujas consequências, disse, são preocupantes.
O agrónomo guineense enumerou um conjunto de consequências já conhecidas derivadas de alimentos produzidos com sementes geneticamente, modificadas para os quais, observou, o mundo e “muito menos” a Guiné-Bissau não se encontram preparados para enfrentar.
“Por exemplo, o surgimento de superpragas nas culturas, contaminação da biodiversidade, nomeadamente do peixe que acabamos por comer, surgimento de novos vírus, poluição do lençol freático da água que bebemos, porque essas sementes requerem muito químico para se desenvolverem”, alertou Tumane Mané.
No caso concreto do arroz híbrido chinês, Mané é peremptório em afirmar que a Guiné-Bissau “não está preparada” para a sua introdução na produção.
“Devíamos aceitar essa variedade só quanto tivermos a certeza de que a legislação, o controlo, o impacto reduzido na dimensão ambiental, social e tivermos a certeza de que, do ponto de vista, da saúde humana, não haverá nenhum risco”, defendeu Tumane Mané. (RM-NM)


Fonte. Rádio Moçambique

Agrónomo guineense alerta para sementes geneticamente modificadas
O engenheiro agrónomo guineense, Tumane Mané, alertou para os riscos de o país perder a sua soberania alimentar se introduzir sementes geneticamente modificadas na produção do arroz, base da dieta alimentar da Guiné-Bissau.
Agrónomo formado em Portugal, Mané, que preside a organização não-governamental Acção para o Desenvolvimento, uma das mais actuantes no enquadramento da população rural guineense, considera que “quem tem a semente é realmente quem tem a soberania do alimento”.
A AD, que é uma rede de organizações comunitárias guineenses, tem debatido a questão no âmbito dos fóruns de países de língua portuguesa que se interessam pela soberania e segurança alimentar.
Tumane Mané disse que os receios “são fundados” já que ainda não existem estudos conclusivos sobre as consequências, no ser humano e no ambiente, devido ao consumo de alimentos feitos a partir de sementes geneticamente modificados.
Mané comentava a possibilidade de a China cooperar com a Guiné-Bissau na Agricultura, nomeadamente na produção do arroz, alertando para o facto de o país asiático estar a usar a chamada variedade híbrida cujas consequências, disse, são preocupantes.
O agrónomo guineense enumerou um conjunto de consequências já conhecidas derivadas de alimentos produzidos com sementes geneticamente, modificadas para os quais, observou, o mundo e “muito menos” a Guiné-Bissau não se encontram preparados para enfrentar.
“Por exemplo, o surgimento de superpragas nas culturas, contaminação da biodiversidade, nomeadamente do peixe que acabamos por comer, surgimento de novos vírus, poluição do lençol freático da água que bebemos, porque essas sementes requerem muito químico para se desenvolverem”, alertou Tumane Mané.
No caso concreto do arroz híbrido chinês, Mané é peremptório em afirmar que a Guiné-Bissau “não está preparada” para a sua introdução na produção.
“Devíamos aceitar essa variedade só quanto tivermos a certeza de que a legislação, o controlo, o impacto reduzido na dimensão ambiental, social e tivermos a certeza de que, do ponto de vista, da saúde humana, não haverá nenhum risco”, defendeu Tumane Mané. (RM-NM)

Fonte. Rádio Moçambique

FAO e Portugal aprofundam a colaboração para fortalecer o apoio à CPLP

Roma – No passado dia 4 de dezembro, o Diretor-Geral da FAO, José Graziano da Silva, e o Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural de Portugal, Luís Capoulas Santos, assinaram um acordo visando impulsionar a implementação da Estratégia de Segurança Alimentar e Nutricional da CPLP.
Com o novo acordo, a FAO modifica o estatuto do seu escritório de informação e comunicação em Portugal e junto da CPLP para um escritório de parceria e contato, com o objetivo de promover e criar relacionamentos mais fortes entre a organização, Portugal e os principais países parceiros da CPLP. A FAO fornecerá capacitação para os técnicos da área de segurança alimentar e nutricional dos países de língua portuguesa, apoiará a melhoria da governança e impulsionará o desenvolvimento de políticas públicas de agricultura familiar, nutrição e dietas sustentáveis, com foco nos grupos mais vulneráveis.
“Portugal está empenhado em aprofundar a sua colaboração com a FAO, fortalecendo as capacidades do futuro escritório e convidando outros Estados Membros da FAO e das agências das Nações Unidas com sede em Roma a unirem-se a esse esforço”, disse o Ministro Capoulas.
A FAO tem trabalhado com a CPLP em inúmeros projetos e programas desde 1999. Entre outros, os recursos utilizados pela FAO nos países da CPLP têm sido importantes para providenciar crédito e outros recursos a milhares de agricultores familiares em Moçambique; para combater os efeitos da seca em Cabo Verde; para aumentar a resiliência das comunidades que dependem da pesca em São Tomé e Príncipe; para impulsionar a produção de arroz na Guiné-Bissau; e também para promover a governança multi-setorial e multi-atores na região através do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional da CPLP (CONSAN-CPLP).
“Tal como em muitos outros países da CPLP, o bem-estar dos agricultores familiares é fundamental para a coesão social, o desenvolvimento rural, a luta contra a desertificação, a conservação da paisagem e a preservação dos ecossistemas”, defendeu o Diretor-Geral da FAO. Ele incentivou ainda os países da CPLP a manterem a luta contra a fome e a má nutrição nas agendas políticas nacionais e a redobrar os seus esforços na promoção de uma maior adaptação dos setores agrícolas ao impacto das alterações climáticas, que afetam particularmente os agricultores familiares.
A comunidade dos países de língua portuguesa é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Guiné Equatorial e Timor-Leste, com uma população combinada de mais de 275 milhões de pessoas.
Fonte. FAO Portugal